Dean volta a tocar México e é rebaixado a tempestade tropical

Furacão chegou à costa mexicana como categoria 2, mas perdeu força rapidamente

Agência Estado e Associated Press,

22 de agosto de 2007 | 18h22

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos informou no final da tarde desta quarta-feira, 22, que o furacão Dean foi reclassificado como tempestade tropical. O furacão atingiu na manhã desta quarta o México pela segunda vez, chegando pela Costa da Esmeralda com ventos de 160 quilômetros por hora (categoria 2), mas rapidamente perdeu força.   Veja Também: O rastro do furacão Dean Dean castiga plataformas no Golfo do México Dean pode ganhar força quando voltar para o mar, diz relatório   Às 13h do horário local, o Dean, com uma velocidade de 31 quilômetros por hora, se deslocava à localidade de Poza Rica. Funcionários do governo mexicano dizem que não existem relatos de mortes causadas pelo furacão no México, embora o número de mortos pelo furacão tenha aumentado para 20 nesta quarta, porque o governo do Haiti informou que sete pessoas morreram em partes remotas do país caribenho.   A nova incursão do Dean pelo México ocorre um dia depois de a tempestade ter atravessado a Península de Yucatán, onde chegou com ventos de quase 270 quilômetros por hora (categoria 5).   O Dean voltou a perder força assim que regressou ao solo mexicano na altura de Tecolutla, com a velocidade de seus ventos caindo logo depois para 140 quilômetros por hora (categoria 1).   O impacto ocorreu apenas algumas horas depois de a defesa civil local ter lotado caminhões militares com moradores de região. Eles foram levados a abrigos no interior.   A estatal mexicana de petróleo, a Pemex SA, retirou os trabalhadores dos cerca de 100 campos de petróleo e gás natural que possui no sul do Golfo do México.   A tempestade Dean alagou 70% do porto de Ciudad del Carmen, onde a Pemex tem várias instalações petrolíferas, e os mexicanos também fecharam a usina nuclear de Laguna Verde, a única do país, na costa de Veracruz.   Também foram fechadas as ruínas pré-hispânicas de El Tajin, que ficam 35 quilômetros ao leste de Tecolutla. Mas não foram reportados danos materiais de relevo na costa de Veracruz.   Os danos ocorreram no porto de Majahual, no Yucatán, onde centenas de casas, boa parte das quais construídas com madeira, foram destruídas.

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