Debilitado, cartel mexicano de Tijuana recebe ex-líder

Um ex-chefe do cartel de drogasmexicano de Tijuana libertado nos Estados Unidos depois de 15anos de prisão, regressou a um bando debilitado porenfrentamentos com o exército, enquanto seus rivais ganharamespaço. O cartel da família Arellano Félix controlou por anos asrotas do contrabando de drogas na região da cidade da Tijuana,norte do México, na fronteira com San Diego, utilizando-se detorturas e execuções para manter sua liderança. Mas no momento em que o mais velho dos irmãos do clã,Francisco Rafael Arellando Félix, retorna ao México depois deser libertado, a organização agora dirigida por uma de suasirmãs perdeu terreno para seus inimigos. "Seu tamanho foi reduzido de muitas maneiras. Não tem apenetração que tinha", disse Bruce Bagley, professor daUniversidade de Miami, que estuda cartéis do México.Milhares de soldados e policiais mobilizados pelo presidenteFellipe Calderón têm cercado narcotraficantes, enquanto opoderoso cartel de Sinaloa tem se mobilizado a partir do oesteem direção ao território dos Arellano Félix. Especialistas dizem que alguns dos traficantes de Tijuanaestavam se separando e aliando-se ao cartel de Sinaloa, emalguns negócios de drogas. Em outro golpe ao cartel dos Arellano Félix, um de seusmais altos operadores, Gustavo Rivera Martinez, foi preso diasatrás e está em processo de extradição aos Estados Unidos paraenfrentar acusações relacionadas a tráfico de drogas. Francisco Rafael Arellano Félix, libertado de uma prisão noTexas no início deste mês, encabeçou o cartel de Tijuana noauge de seu poder e opulência. Fontes, no entanto, dizemacreditar que ele agora manterá suas mãos fora do controle dasoperações do cartel, mantendo apenas um papel de "padrinho". O cartel dos Arellano tem sido atingido também pelaoperação que levou milhares de soldados para Tijuana este ano.Além disso, um novo sistema de denúncia anônima levou à prisão30 integrantes de médio escalão do bando. Apesar dos reveses, o cartel está lutando ainda para mantera força na região de Tijuana e poucos esperam que a violência eos assassinatos diminuam. Em 2007, confrontos deixaram mais de 2.500 pessoas mortas,mas a violência e a ofensiva do presidente Calderón nãoconseguiram impedir o tráfico de drogas.

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