Decisão sobre terceiro mandato de Uribe pode levar meses

Juízes colombianos podem não decidir sobre a segunda reeleição do presidente Álvaro Uribe até fevereiro, disse o órgão da Justiça que está examinando o caso, deixando um cronograma muito apertado para o líder popular disputar a eleição no próximo ano.

REUTERS

30 de outubro de 2009 | 14h14

A lei, que foi aprovada pelo Congresso, pede um referendo sobre uma emenda na Constituição que permitiria a Uribe disputar um terceiro e inédito mandato em maio.

Opositores de Uribe querem que o tribunal reveja a medida e deixem que o tempo passe, inviabilizando assim a disputa por um terceiro mandato. Já seus partidários pedem uma decisão rápida da Justiça.

"(A decisão) pode ser tomada em janeiro ou no início de fevereiro, mas pode levar mais tempo", disse Nilson Pinilla, chefe da Corte Constitucional que está revendo a proposta.

Em uma entrevista para a Reuters na quinta-feira, Pinilla descreveu como ele e outros oito juízes examinam mais de 100 mil páginas de documentos relacionados ao caso.

Uma decisão depois de meados de fevereiro pode tornar difícil para as autoridades organizarem um referendo em tempo para que o presidente receba a permissão para concorrer na eleição de maio.

Vinte e cinco por cento dos eleitores registrados teriam que participar no referendo para torná-lo válido.

Uribe, visto como um heroi por muitos colombianos pelo combate às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com a ajuda dos dólares norte-americanos, venceu um segundo mandato em 2006.

A maioria dos colombianos quer que ele permaneça no poder por outros quatro anos. Mas opositores dizem que o presidente já detém poder demais e um terceiro mandato iria desequilibrar a democracia do país.

Uribe ainda não disse se quer disputar no próximo ano, mas seu governo vem fazendo lobby no Congresso para o referendo.

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