Marco Dormino/Reuters
Marco Dormino/Reuters

Defesa quer dobrar número de militares brasileiros no Haiti

Medida tem de ser aprovada pelo Congresso; objetivo é reforçar atuação do Brasil no país caribenho

Neri Vitor Eich e Reuters,

20 de janeiro de 2010 | 19h51

O Ministério da Defesa pretende dobrar o efetivo de militares brasileiros em missão no Haiti - de 1.300 para 2.600. Segundo nota divulgada há pouco pela Assessoria de Imprensa do ministério, o número consta da exposição de motivos em que o ministro Nelson Jobim solicita ao Congresso autorização para aumentar o contingente brasileiro da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

 

A nota do ministério informa que a Organização das Nações Unidas (ONU) sugeriu que o Brasil incremente sua participação no Haiti, de forma imediata, com 900 militares - 750 de infantaria, incluindo 90 fuzileiros navais, e 150 integrantes da Polícia do Exército. Na avaliação do ministro Jobim, o contingente adicional de 1.300 militares proposto ao Congresso permitirá ao Brasil, também, dispor de uma reserva de 400 que poderá igualmente ser enviada ao Haiti.

 

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A exposição de motivos, depois de assinada também pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, será enviada à Casa Civil, para encaminhamento ao Congresso. Hoje, o presidente do Congresso, senador José Sarney, depois de conversar com Jobim, convocou para o próximo dia 28 o comitê representativo do Legislativo para que vote um projeto de decreto autorizando o envio do novo contingente ao Haiti.

 

Na exposição de motivos, Jobim afirma: "Consideramos que a elevação do contingente brasileiro

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ser significativa para que o Brasil possa reforçar sua atuação no terreno e manter participação decisiva no esforço de assistência ao Haiti."

 

Segundo a nota da Defesa, a prioridade é enviar militares que já tenham servido no Haiti, para que a experiência deles possa ser aproveitada neste momento.

 

O Conselho de Segurança da Onu aprovou por unanimidade nesta segunda-feira o aumento do número de tropas e policiais da entidade no Haiti em 1.500 policiais e 2.000 soldados para ajudar a organização a manter a segurança e distribuir os esforços humanitários.

 

A missão da Onu no Haiti, a Minustah, tem um contigente de cerca de 9.000 pessoas, das quais 7.000 são militares. O Brasil lidera as forças de paz no país, com 1.266 militares atuando no local.

 

Jobim, que visitou a nação caribenha logo após o terremoto, não descartou retornar ao Haiti para avaliar os danos e atuação da Minustah. "Vou conversar amanhã com os generais brasileiros para analisar o problema dos saques e o aumento da violência após o terremoto", afirmou.

 

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