Delegações de Zelaya e Micheletti voltam a se reunir nesta 5ª

Reunião acontecerá na presença do subsecretário de Estado norte-americano para a AL, Thomas Shannon

Efe,

29 de outubro de 2009 | 04h49

As delegações de Manuel Zelaya e Roberto Micheletti voltarão a se reunir nesta quinta-feira, 29, na presença do subsecretário de Estado dos Estados Unidos para a América Latina, Thomas Shannon, em um hotel da capital de Honduras, Tegucigalpa.

 

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A porta-voz da comissão do presidente Micheletti, Vilma Morales, disse já ter solicitado à comissão do deposto Zelaya o reinicio das negociações às 13h (Brasília). No entanto, o chefe da delegação de Zelaya, Víctor Meza, contou que as negociações não se reiniciarão formalmente, mas que os representantes do líder deposto simplesmente atenderiam a um convide de Shannon.

 

Segundo uma fonte da Organização dos Estados Americanos (OEA), na reunião ambas as partes vão dialogar para tentar chegar a um acordo, depois que o diálogo iniciado em 7 de outubro foi dado como fracassado na semana passada.

 

As gestões da missão dos EUA na quarta-feira, liderada pelo subsecretário,não conseguiram acabar com o impasse no diálogo para resolver a crise política no país, apesar de representantes do presidente de facto anunciarem que os termos para desbloquear o único ponto que impede o acordo para o fim da crise política no país já estão "preliminarmente" pactuados e pendentes apenas de "formalidades".

 

Vilma Morales, a porta-voz da delegação de Micheletti nas conversas, disse que há um acordo preliminar para que o Parlamento decida sobre a restituição do deposto Manuel Zelaya, mas que é preciso retomar o diálogo para concretizar as condições. "Os termos estão já preliminarmente estipulados. No entanto, temos que retomar o diálogo, e é ali na mesa de diálogo onde serão acordados os termos precisos", explicou. "Já concordamos, temos que ver as formalidades, estamos no campo das formalidades", acrescentou.

 

A delegação de Zelaya se apressou em negar que se tenha alcançado um acordo preliminar sobre a restituição do líder deposto no poder, ponto de discordância entre as duas partes. "Não alcançamos nenhum acordo", disse o chefe da delegação de Zelaya, seu ex-ministro de Governo, Víctor Meza.

 

O último ponto de desacordo é sobre quem deve decidir a respeito da restituição de Zelaya. O presidente deposto acha que deve ser o Congresso, enquanto o regime golpista quer que seja a Suprema Corte de Justiça.

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