Demora na distribuição de água piora epidemia no Haiti, diz MSF

Falhas na prevenção da cólera preocupam voluntários que tentam frear o contágio da doença

Efe

25 de novembro de 2010 | 04h12

Haitiana recebe tratamento em centro improvisado em Porto Príncipe.

 

PORTO PRÍNCIPE - A epidemia de cólera que assola o Haiti já é sentida com força na capital, Porto Príncipe, onde cerca de cem pessoas morreram, e, apesar disso, persiste a falta de meios para lutar contra a doença.

 

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As maiores falhas são na prevenção da doença e na demora na distribuição de água potável e de sabão, explicou o porta-voz da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), Alois Hug.

"Foi feito pouco para evitar que a situação se agrave, e estas medidas permitiriam conter muitos casos da doença", assinala o representante da organização humanitária sobre a epidemia, que já atingiu 60 mil pessoas.

Como a cólera se propaga mais facilmente com a falta de higiene e carência de água potável, as zonas mais pobres do país foram as que mais sentiram a epidemia.

"Por enquanto, diz Hug, a epidemia não afetou por demais os acampamentos de deslocados" do terremoto de janeiro, embora esse continue sendo o grande temor das autoridades, pois os cerca de 1,3 milhão de atingidos pela catástrofe também vivem em condições de pouca higiene.

Para finalizar, Hug indicou que o índice de mortalidade nos centros administrados pela entidade fica entre 1% e 2%.

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