Denúncias de fraude marcam campanha eleitoral no Paraguai

O presidente paraguaio, Nicanor DuarteFrutos, disse na segunda-feira que as denúncias de fraudeeleitoral feitas pela oposição são parte de um plano paramacular a vitória do Partido Colorado (governista) nas próximaseleições. O movimento oposicionista Tekojoja, que apóia a candidaturado ex-bispo Fernando Lugo, favorito nas pesquisas, disse terdescoberto nos registros eleitorais pelo menos 1.700 carteirasde identidade "clonadas", sobre as quais pedirá explicações àJustiça Eleitoral. A cédula de identidade é o único documentoque habilita os paraguaios a votar. Duarte disse que Lugo, os partidários dele e os donos dealguns meios de comunicação se uniram para tentar evitar avitória colorada. "O plano número 1 era dar uma ampla vantagem a Lugo emtodas as pesquisas para desmoralizar a tropa colorada. O planonúmero 2 é 'falemos de fraude para lançar uma sombra sobre avitória do partido em 20 de abril"', disse o presidente ajornalistas. Duarte apóia a candidatura da ministra da Educação, BlancaOvelar, e analistas dizem que ele seria o verdadeiro poder portrás de um eventual governo dela. A candidatura de Ovelar --primeira de uma mulher nahistória paraguaia-- foi contestada pela base do partido, que aacusam de ter pouca militância política. A eleição interna que a confirmou como cabeça de chapaprovocou divisões dentro do partido centro-direitista, atualrecordista mundial de permanência no poder. Lugo disse que a fraude é uma prática habitual que oPartido Colorado foi aperfeiçoando ao longo de mais de seisdécadas de governo. A oposição diz que o governo tem comocúmplices dois dos três juízes eleitorais. A Justiça Eleitoral já rejeitou um pedido da oposição paraampliar de 200 para 300 o número de eleitores por seção, o quereduziria o número de fiscais necessários e, portanto, apossibilidade de fraude. Dezenas de observadores internacionais assistirão aoprocesso eleitoral paraguaio.

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