Deputada se fortalece como candidata à Presidência do México

A deputada que pretende se tornar em 2012 a primeira mulher presidente do México está consolidando sua candidatura junto às bases do partido governista, segundo pesquisas divulgadas na quarta-feira.

REUTERS

31 de agosto de 2011 | 18h15

Josefina Vázquez Mota por enquanto parece ter poucas chances de ser eleita, já que a violência causada pela "guerra contra as drogas" movida desde 2006 pelo presidente Felipe Calderón reduz o apoio ao seu Partido Ação Nacional (PAN, de centro-direita).

As pesquisas indicam que nenhum candidato do PAN teria condições de ser eleito atualmente, mas Vázquez Mota aparece com melhores chances do que outros pré-candidatos.

Uma pesquisa do jornal Milenio mostrou que 39,4 por cento dos eleitores simpáticos ao partido governista preferem que ela seja a candidata. Outros 30,3 por cento querem o veterano parlamentar Santiago Creel, e 11,4 por cento apoiam o ministro das Finanças, Ernesto Cordero.

Na pesquisa do mês passado feita pelo instituto GCE, Vázquez Mota tinha sete pontos percentuais de vantagem sobre Creel entre os eleitores do PAN.

Mas outra pesquisa, do instituto Mitofsky, mostrou que o centrista Partido Revolucionário Institucional (PRI, o maior da oposição) aparece como favorito para voltar ao poder, com 38,9 por cento das intenções de voto, contra 19,2 por cento do PAN. O PRI governou o México ininterruptamente entre 1929 e 2000.

A segurança tem substituído a economia como maior preocupação dos eleitores, devido a incidentes como o incêndio criminoso que matou 52 pessoas na semana passada em um cassino de Monterrey, importante reduto do PAN.

Uma terceira pesquisa, do Projeto Atitudes Globais, do Centro de Pesquisas Pew, mostrou que 80 por cento dos mexicanos estão preocupados com a criminalidade, sendo 77 por cento especificamente com a violência relacionada ao narcotráfico. A economia é a maior preocupação para 69 por cento.

A preocupação com a violência é maior nos Estados do norte do México, os mais afetados pela "guerra contra as drogas", que deixou mais de 42 mil mortos desde o final de 2006.

Embora 83 por cento aprovem o uso do Exército no combate ao tráfico, menos de metade dos entrevistados acha que o governo está vencendo essa luta. Quase dois terços dos mexicanos gostariam de ver um maior envolvimento dos EUA no treinamento de policiais e soldados mexicanos, mas a maioria rejeita a presença militar norte-americana em seu país.

(Reportagem de Krista Hughes, Mica Rosenberg e Miguel Angel Gutierrez)

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