Deputado chileno é preso por assassinatos da época da ditadura

Quarenta e um anos depois do dia em que o general Augusto Pinochet tomou o poder em um golpe militar no Chile, um deputado direitista foi preso nesta quinta-feira por suposto envolvimento no assassinato de três ativistas durante os 17 anos da ditadura de Pinochet.

REUTERS

11 de setembro de 2014 | 19h42

O deputado Rosauro Martinez, do Renovacion Nacional, partido de centro-direita, foi preso na cidade de Valdivia por envolvimento no assassinato de ativistas que se opunham à ditadura em 1981, disse a juiza Emma Diaz Yevenes, que está encarregada do caso.

Martinez, que já perdeu a imunidade parlamentar, pagou a fiança de 200 mil pesos (339 dólares).

Os promotores alegam que Martinez, um capitão do exército na época, e três soldados que o acompanhavam dispararam contra uma casa onde os militantes se escondiam, matando os três.

"O Chile precisa de mais verdade e mais justiça para nunca viver o horror da ditadura de novo", disse o porta-voz do governo Álvaro Elizalde, após uma cerimônia em Santiago em comemoração ao 41º aniversário do golpe de 11 de setembro de 1973.

  Pinochet morreu em 2006 aos 91 anos de idade. Ele nunca enfrentou um julgamento completo por crimes cometidos durante seu governo 1973-1990, durante o qual um número estimado de 3.000 pessoas foram sequestradas e mortas ou desapareceram, e 28 mil foram torturadas.

(Reportagem de Anthony Esposito)

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