Deputado cubano propõe tornar mais rígida lei contra dissidentes

Um importante deputado cubano propôstornar mais rígida a lei que já castiga com duras penas deprisão os dissidentes acusados de conspirarem junto com osEstados Unidos para derrubar o sistema de governo socialista dailha, afirmou na terça-feira o jornal oficial do país, Granma. Na semana passada, o governo de Cuba acusou vários membrosda oposição de receberem dinheiro enviado de Miami por umexilado apontado pelas autoridades cubanos como sendo umterrorista. Lárazo Barredo, diretor do Granma e também deputado, propôsna segunda-feira à Comissão de Relações Internacionais doParlamento a revisão da lei. "Em vista da atual conjuntura do país, (Barredo sugeriu)que seja dado destaque à sugestão de que a Procuradoria Geralanalise a possibilidade de punir os indivíduos que recebemdinheiro de uma potência estrangeira para subverter a ordeminterna", afirmou o jornal. A proposta será levada do plenário do Parlamento cubano,que realizará em julho a primeira de suas duas sessões anuais. A Lei de Proteção da Independência Nacional, de 1999, prevêpenas de três a oito anos de prisão para quem "receber,distribuir ou participar da distribuição de recursosfinanceiros, recursos materiais ou recursos de outra espécieprocedentes do governo dos EUA". Cuba acusa a opositora Martha Beatriz Roque e o grupo Damasde Branco, que reúne mulheres de presos políticos, de receberemdinheiro de Santiago Alvarez, um empresário de origem cubanapreso nos EUA por ter um arsenal de guerra ilegal. O governo cubano argumenta que o dinheiro chegava à ilhacaribenha pelas mãos do chefe da missão diplomáticanorte-americana em Havana, Michael Parmly. Membros da Seção deInteresses dos EUA em Cuba não confirmaram nem desmentiram aafirmação. Barredo, diretor do Granma, propôs ainda que o Parlamentosolicite a extradição de Alvarez e de outras pessoas presentesnos EUA ou em outros países e que teriam contas a pagar com aJustiça cubana. (Reportagem de Esteban Israel)

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