Deputados reféns das Farc morreram com vários tiros, diz OEA

Segundo comissão da OEA, tiros que mataram parlamentares colombianos foram dados a curta distância

REUTERS

14 de setembro de 2007 | 19h02

Os deputados colombianos que morreram enquanto estavam seqüestrados pela maior guerrilha da Colômbia levaram vários tiros em condições difíceis de determinar, segundo um estudo da Organização de Estados Americanos (OEA) divulgado nesta sexta-feira, 14.  "Todas as mortes foram resultados de feridas por múltiplas balas", disse James Young, presidente da comissão forense criada pela OEA para esta investigação. Young divulgou ainda que foram encontradas entre 10 a 14 balas por corpo.  "Em dois casos, as feridas mortais estavam na cabeça", acrescentou o perito. Ele contou que os disparos foram feitos a curta distância e em várias direções.  Os parlamentares, que haviam sido seqüestrados há cinco anos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), morreram em 18 de julho depois de, segundo o grupo guerrilheiro, serem vítimas de um fogo cruzado durante um ataque de militares não identificados ao campo rebelde.  O governo do presidente Álvaro Uribe, no entanto, insiste que os políticos foram executados pelas Farc, a organização guerrilheira mais antiga do hemisfério.  Os corpos dos deputados foram entregues a uma missão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no sul do país, e o sepultamento ocorreu nesta semana, assim que a comissão forense internacional finalizou os exames para identificá-los e determinar a causa das mortes.

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