Desde que Uribe assumiu, tudo mudou, diz filha de Ingrid

Além de Betancourt, 14 outros ex-reféns foram libertados pelo Exército colombiano nesta quarta-feira

da Redação

02 de julho de 2008 | 18h40

Melanie Delloye, filha da ex-candidata à presidência Ingrid Betancourt- libertada nesta quarta-feira, 2, pelo Exército Colombiano- agradeceu ao presidente colombiano Álvaro Uribe e disse que a família vive o momento mais maravilhoso de sua vida. "Desde que Uribe assumiu tudo começou a acontecer e hoje tenho minha mãe de volta. Penso em todo mundo que nos ajudou desde o começo, graças a vocês, aos EUA, a Polícia, a minha mãe está libertada.Este é o momento mais maravilhoso de nossas vidas."   Além de Betancourt, 14 outros reféns foram libertados, incluindo três americanos e 11 agentes de segurança (policiais e militares) colombianos.   Veja também: Quem são os ex-reféns libertados pelo Exército colombiano EUA elogiam operação de resgate Resgate de Ingrid é vital para a paz, diz Evo Governo espanhol expressa satisfação Parentes de reféns resgatados choram e riem Chanceler colombiano se diz emocionado O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região      No entanto, Melanie disse que não se pode esquecer dos reféns que ainda estão em poder das Farc. "Não podemos esquecer aqueles que não puderam ser libertados porque enfrentaram a morte."   O filho da ex-candidata presidencial da Colômbia Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, disse sentir uma "alegria indescritível" com a notícia da libertação da mãe, anunciada pelo governo colombiano nesta quarta-feira.   "É uma alegria imensa, uma alegria indescritível, não posso acreditar", afirmou, de Paris, ao canal de TV colombiano RCN.   "Espero mais informação, espero que seja verdade de todo coração", acrescentou Lorenzo. O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta quarta-feira que o Exército do país resgatou Betancourt, que era mantida como refém havia seis anos pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).   Luiz Eladio Perez, ex-companheiro de cativeiro de Ingrid, libertado em fevereiro, admitiu ser contra resgates militares, mas cumprimentou as forças armadas colombianas. "Sempre rejeitamos as tentativas de resgate militar, certos de que isso poderia ocasionar a morte dos seqüuestrados. Meus respeitos às Forças Militares e ao presidente Álvaro Uribe", disse Perez.   Com BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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