Desertora diz que guerrilhas das Farc estão 'rachando'

Guerrilheira que se entregou ao governo diz que ações estão 'esfacelando' a guerrilha

PATRICK MARKEY, REUTERS

19 de maio de 2008 | 17h44

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão se esfacelando devido a ações militares e deserções, disse uma das suas comandantes mais procuradas depois de se entregar às autoridades.     Veja também: Líder guerrilheira das Farc negociou rendição com a Colômbia  Líder guerrilheira se entrega na Colômbia Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Nelly Avila Moreno, conhecida como "Karina", rendeu-se no fim de semana a soldados. Nos últimos meses, as Farc tiveram vários outros comandantes presos ou mortos. "Não sei como eles estão no momento em nível nacional, só sei que estão rachando", disse Moreno em Medellín, onde foi apresentada a jornalistas. "Acho que as Farc estão dizimadas." As autoridades dizem que Moreno foi responsável por massacres, sequestros e ataques na província de Antioquia, onde comandava parte da 47a Frente das Farc. Ela disse que há dois anos não tinha contato com a cúpula da organização. A guerrilha, que surgiu na década de 1960 com o objetivo de mobilizar camponeses na instauração do socialismo, transformou-se nos últimos tempos em parte do negócio colombiano da cocaína. Apesar das frequentes ações militares, o grupo ainda atua em áreas remotas e mantém dezenas de reféns que pretendem trocar por guerrilheiros presos. O governo está oferecendo recompensas financeiras pela captura de comandantes da guerrilha. Neste ano, um importante dirigente foi morto por subordinados, que levaram uma mão do homem às autoridades e pediram a recompensa.

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