Desespero e orações em meio a prédios e casas caindo

Mesmo com luz e internet intermitentes, haitianos mostraram no Twitter drama que viveram

Rodrigo Martins, estadao.com.br

13 de janeiro de 2010 | 00h31

Enquanto prédios e casas caíam e luz, telefone e internet ficavam intermitentes, haitianos rezavam e carregavam mortos. No terremoto de sete graus que abalou a capital do país, Porto Príncipe, nesta terça-feira, fotos, pedidos de ajuda e relatos de moradores locais no Twitter, a ferramenta mais ágil de em grandes catástrofes, mostram o desespero de quem não pode confiar na segurança da própria casa, que pode desabar a qualquer hora.

 

“Estou na frente de casa vendo meu carro balançar. A casa está indo abaixo”, relatou @isabelleMorse no momento do terremoto. “As paredes estão caindo”, twittou @troylivesay. “Eu vi muitos corpos mortos ao longo do caminho, muitos prédios históricos foram derrubados”, relatou ele depois, quando foi fazer uma saída de reconhecimento dos estragos. “As pessoas estão trazendo pessoas em macas”, postou @RAMHaiti.

 

Nos terremotos seguintes, por medo de morrerem em desabamentos, as pessoas não tinham mais coragem de voltar a suas casas. “As pessoas estão com medo de voltarem”, postou @troylivesay. Uma multidão se aglomerava nas ruas. “Mais um terremoto: as pessoas estão desesperadas e gritando próximas ao estádio... Muitas delas, em grupos grandes, cantam e rezam”, relatou @RAMHaiti. “Não há serviço telefônico. Não temos luz”, completou.

 

Entre os twitteiros do Haiti, o tom de relato, muitas vezes, também deu lugar a pedidos de ajuda, a desabafos. “Se alguém no Haiti estiver lendo isso, por favor, vá às ruas e ajude. Está muito feio aqui fora”, twittou @fredodupoux. “Comecei a chorar. Rezem pelo Haiti. Não posso acreditar no que está acontecendo”, pediu @Atowndizzle.

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