Detenção de líder partidário chileno na Venezuela desencadeia protestos

Um jovem líder chileno de direita foi detido na noite de quinta-feira na capital da Venezuela, Caracas, desencadeando manifestações de autoridades do Chile e de lideranças da oposição venezuelana.

DIEGO ORE E FELI, REUTERS

08 de agosto de 2014 | 16h56

Felipe Cuevas, que encabeça o partido conservador União Democrática Independente (UDI), foi preso por tirar fotos em um local não autorizado e não ter identificação, informou o embaixador chileno na Venezuela nesta sexta-feira.

O ministro Álvaro Elizalde, porta-voz do governo do Chile, disse que o embaixador da Venezuela foi chamado para discutir o incidente.

“O governo está realizando todas as ações que pode para resolver esta situação, como faria com qualquer cidadão chileno em circunstâncias semelhantes”, afirmou.

Em Caracas, Cuevas tentou visitar manifestantes antigoverno presos no início deste ano, e foi detido com vários ativistas venezuelanos, declarou Maria Corina Machado, crítica feroz do governo socialista da Venezuela e ex-parlamentar.

As autoridades venezuelanas não confirmaram a prisão, e o Ministério do Interior não respondeu aos pedidos de comentário.

Mas o vice-ministro chileno das Relações Exteriores, Edgardo Riveros, disse que as autoridades venezuelanas “parecem dispostas” a entender as circunstâncias.

Cuevas foi convidado a visitar a Venezuela por figuras da oposição e se encontrou com Machado, segundo a própria. Ela disse que ele também compareceu ao julgamento de Leopoldo López, líder de manifestações atualmente detido.

Ernesto Silva, líder do partido opositor chileno UDI, que inclui vários ex-colaboradores do falecido ditador Augusto Pinochet, criticou o governo de Nicolás Maduro por não divulgar informações sobre a prisão de Cuevas.

“Ele foi preso de maneira arbitrária, ilegal e inapropriada”, declarou Silva nesta sexta-feira em uma entrevista à TV chilena.

O chefe do comitê chileno de Relações Exteriores no parlamento, o governista Jorge Tarud, exigiu a libertação imediata de Cuevas.

“Se ele não for libertado hoje, há múltiplas ações diplomáticas que podem ser tomadas”, disse.

(Reportagem adicional de Antonio de la Jara)

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