Diálogo sobre constituinte boliviano é reaberto

O governo boliviano reabriu naterça-feira o diálogo com representantes das cidades de Sucre ede La Paz, protagonistas de uma disputa pela sede dos poderesexecutivo e legislativo, que paralisa por mais de um mês aassembléia constituinte do país. O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, reuniu-secom autoridades das duas cidades, na véspera de um diálogopolítico que também discutirá acordos para garantir a redaçãoda nova constituição da Bolívia. A paralisação da constituinte parece ter se transformado nomaior problema político enfrentado pelo presidente boliviano,Evo Morales, que prometeu "refundar" o país com uma novaConstituição que dá mais poder aos indígenas e consolide anacionalização da economia. Sucre, cidade ao sul do país e local da fundação da Bolíviaem 1825, é a capital legal da República e sede do PoderJudiciário e da constituinte. La Paz, no entanto, abriga ospoderes executivo e legislativo desde o século 19. A demanda de Sucre para se tornar capital plena do paísdividiu a constituinte entre os governistas, que se recusam adiscutir o assunto, e os oposicionistas, que transformaram amudança de capital em sua bandeira. "Estamos colhendo as reivindicações de Sucre e astransmitindo a La Paz em busca de um melhor cenário dediálogo", disse Quintana a jornalistas após reuniões em Sucre,consideradas "muito positivas" por Jaime Barrón, líder dasmobilizações pela mudança de capital. Ao mesmo tempo, o presidente do Conselho Municipal de LaPaz, Luis Revilla, disse a jornalistas que confia em uma"atitude serena de Sucre para conseguir um acordo que preservea unidade nacional e o trabalho da Assembléia Constituinte". O diálogo iniciado na terça-feira é a quarta tentativa dogoverno de conseguir um acordo entre Sucre e La Paz. (Por Carlos Alberto Quiroga)

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