Diplomata venezuelano é preso em caso de assassinato no Quênia

A polícia do Quênia prendeu o diplomata venezuelano Dwight Sagaray como parte da investigação pelo assassinato da encarregada de negócios da Venezuela no país, Olga Fonseca, segundo a principal corte queniana nesta segunda-feira.

HUM, Reuters

30 de julho de 2012 | 16h13

A encarregada de negócios estava interinamente no cargo de embaixadora e foi encontrada morta em sua residência oficial na sexta-feira. De acordo com a polícia, ela foi estrangulada e o motivo não está claro.

Sagaray, primeiro secretário da Embaixada da Venezuela, foi preso no sábado e a polícia do Quênia pediu a um tribunal nesta segunda-feira que o mantenha em custódia por mais 14 dias.

"O suspeito foi detido pela polícia depois da suspensão de sua imunidade diplomática", disse à corte a vice-procuradora Tabitha Ouya.

Usando uma jaqueta de beisebol, Sagaray parecia calmo. Outros funcionários da embaixada acompanharam a audiência.

"A investigação ainda não está completa. Pedimos mais tempo para obter evidências cruciais e deter outros suspeitos", afirmou Tabitha.

Dois guardas quenianos responsáveis pela segurança de Olga no momento em que foi morta foram indiciados, em um processo separado, por não terem impedido o crime.

Sagaray foi detido com cinco empregados quenianos da embaixada, mas não ficou claro se eles continuam presos.

Autoridades do Ministério de Relações Exteriores do Quênia disseram que empregados da residência haviam se queixado à unidade de polícia diplomática depois que Olga os demitiu, por eles se recusarem a retirar acusações de assédio sexual feitas contra o ex-encarregado da embaixada.

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