Stringer/Efe
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Diplomatas brasileiros chegam a região da chacina de imigrantes no México

72 corpos encontrados em fazenda perto da fronteira com EUA serão identificados

estadão.com.br,

26 de agosto de 2010 | 17h17

CIDADE DO MÉXICO - O cônsul-geral do Brasil no México, Márcio Araújo Lage, e o vice-cônsul, João Batista Zaidan Fernandes, chegaram à cidade mexicana de Reynosa, de onde acompanham as investigações sobre a chacina de72 imigrantes, na qual quatro brasileiros foram mortos.

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Reynosa, que fica na fronteira com os Estados Unidos e próxima ao local do crime, está sendo utilizada como base do governo mexicano para as investigações.Além de Lage e Zaidan, também estão na região, diplomatas de El Salvador, Honduras e Equador.

 

De acordo com o Governo mexicano, todos eles viajaram até a região para ajudar na identificação das 72 vítimas da chacina. Até agora não se sabe as identidades dos assassinados. "Identificar os corpos não será uma tarefa fácil, nem imediata", disse à Agência Efe o embaixador salvadorenho no México, Hugo Carrillo.

 

A polícia acredita que os imigrantes foram mortos por traficantes do cartel Los Zetas após se negarem a trabalhar como matadores de aluguel para os criminosos. A única testemunha do crime é o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que sobreviveu à chacina e entrou em contato com as autoridades.

 

Devido às informações da testemunha, que foi baleada na garganta e está internada, forças da Marinha do México seguiram na terça-feira para a comunidade de San Fernando, em Tamaulipas, onde um confronto armado terminou com as mortes de um militar e três suspeitos.

 

Depois do tiroteio, as autoridades encontraram em um rancho próximo os cadáveres de 72 pessoas, 58 homens e 14 mulheres.

 

Calcula-se que, a cada ano, quase 300 mil imigrantes ilegais cruzam a fronteira sul do México com a intenção de chegar aos EUA.Muitos deles são vítimas de extorsão, roubo, estupro e sequestro.

 

Desde 2006, a violência relacionada ao tráfico de drogas no México deixou mais de 28 mil mortos, a maioria na área fronteiriça com os EUA. O governo destacou 50 mil militares para combater os traficantes.

 

El Salvador

 

O governo de El Salvador informou nesta quinta que identificou quatro dos 72 imigrantes assassinados no México como cidadãos do país, enquanto funcionários do Equador, Honduras e Brasil recolhem informações para tentar identificar o resto das vítimas da chacina.

 

O chanceler de El Salvador, Hugo Martínez, informou que quatro salvadorenhos de entre 20 e 35 anos foram identificados nesta quinta e não descartou que haja mais vítimas do país.

 

"Já conseguimos confirmar que dentro das primeiras 15 pessoas que foram identificadas, há quatro salvadorenhos assassinados", disse Martínez em coletiva de imprensa.

 

Com Efe

 

Atualizado às 20h58

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