Diplomatas venezuelanos não deixarão Honduras

Encarregado de negócios em Tegucigalpa afirma que Caracas não acatará à decisão do 'governo golpista'

21 de julho de 2009 | 18h24

Os diplomatas venezuelanos enviados à Honduras não deixarão o país porque o pedido feito para irem embora foi anunciado por um governo "golpista" não reconhecido pela administração de Hugo Chávez e nem pelos demais países, informou à agência AFP nesta terça-feira, 21, o encarregado de negócios venezuelano em Tegucigalpa, Uriel Vargas.

 

"Nos não reconhecemos o governo de Roberto Micheletti. É um governo golpista, apoiado em armas", disse Vargas a jornalistas em entrevista na embaixada venezuelana.

 

Vargas também disse que, se os enviados fossem expulsos à força de Honduras, "seria a última coisa que faltaria a esse governo golpista, violar todas e cada uma das convenções internacionais" de diplomacia.

 

O governo golpista de Honduras deu nesta terça-feira 72 horas para os enviados da embaixada venezuelana deixarem o país "por ameaças ao uso da força, da intromissão em assuntos exclusivos, assim como o desrespeito à integridade".

 

"Nossa relação é com o governo do presidente Zelaya", insistiu Vargas ao descartar que os diplomatas venezuelanos que permanecem em Honduras abandonarão o país. Sobre uma possível repressão violenta que possa colocar em risco a segurança dos diplomatas, Vargas afirmou que a "responsabilidade é do governo de Micheletti".

 

A Venezuela, assim como a comunidade internacional, não reconhece o governo instituído por Micheletti. O canal estatal hondurenho transmite há alguns dias programas contra a campanha de Chávez, acusando-o de intromissão em assuntos internos de Honduras.

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