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Direita chilena continua à frente em pesquisa presidencial

O bilionário conservador Sebastián Piñera manteve a liderança na disputa presidencial chilena, segundo uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira, o que o coloca em condições de encerrar duas décadas de hegemonia da coalizão de centro-esquerda.

REUTERS

21 de outubro de 2009 | 17h22

A pesquisa Ipsos aponta 37 por cento das intenções de voto para Piñera, contra 27 por cento de Eduardo Frei, o candidato do governo, e 18 por cento para Marco Enriquez-Ominami, um esquerdista que rompeu com a coalizão e concorre como independente.

Na simulação para o segundo turno, Piñera lidera com 44,5 por cento, contra 39,6 por cento para Frei.

O primeiro turno está marcado para 13 de dezembro; o segundo, para 10 de janeiro.

Piñera e Enriquez-Ominami se apresentam como os candidatos da "mudança", embora suas propostas não sejam radicalmente diferentes das políticas adotadas pela atual presidente, Michelle Bachelet.

Apesar de ocupar o terceiro lugar, Enriquez-Ominami, de 36 anos, se tornou o grande nome da campanha, tendo um expressivo crescimento nas últimas semanas. Em três pesquisas anteriores, ele aparecia virtualmente empatado com Frei, que já foi presidente entre 1994 e 2000.

Sua candidatura dividiu a esquerda, e fez com que a coalizão governista Concertación estivesse ameaçada de perder uma eleição pela primeira vez desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990.

A socialista Bachelet tem alto índice de aprovação, mas não pode disputar a reeleição e não conseguiu transferir sua popularidade para Frei.

Piñera, figura tradicional no cenário político chileno, é dono de várias empresas e tem participação acionária na companhia aérea LAN, na TV Chilevisión e no clube de futebol Colo-Colo.

O instituto Ipsos ouviu 1.255 eleitores entre 16 de setembro e 6 de outubro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais.

(Reportagem de Rodrigo Martinez)

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