Direita prevê retrocesso da esquerda na América Latina

Organizações políticas reunidas em El Salvador comemoram vitórias eleitorais no Chile, Costa Rica e Honduras

Efe,

07 de março de 2010 | 14h07

Organizações políticas de direita reunidas em El Salvador no encontro da União dos Partidos Latino-americanos (UPLA) previram, neste domingo, 7, um retrocesso da esquerda na região, após as vitórias eleitorais no Chile, Costa Rica, Honduras e Panamá.

 

"Há um renascer e uma mudança de posições e o pêndulo está se movendo. Esperamos que em toda América Latina ocorra essa mudança", disse o ex-presidente salvadorenho Armando Calderón (1994-1999), segundo o jornal Diario de Hoy.

 

Na mesma direção se pronunciou a sueca Eva Gustavsson, da Fundação Jarl Hjalmarson, que vislumbra um ressurgimento da direita com a chegada de governos como o de Porfirio Lobo em Honduras, Ricardo Marinelli no Panamá, Sebastián Piñera no Chile e Laura Chinchilla na Costa Rica.

 

"Há dois anos o mundo voltava seus olhos para os governos da Bolívia, da Venezuela, de Michelle Bachelet (no Chile), que tinham uma tendência bem clara, mas agora isso está mudando", acrescentou.

 

Laura afirmou que no caso de Honduras, onde o presidente Manuel Zelaya foi derrubado em junho de 2009 e posteriormente foi eleito Porfirio Lobo, "se percebe uma reação das pessoas que ficaram insatisfeitas com um governo que ia cada vez mais para a esquerda, com tendências ditatoriais".

 

Alejandra Páiz, do Partido Unionista da Guatemala, opinou que "todos os problemas de escassez que estão ocorrendo nos países com regimes socialistas fazem com que o povo se desespere e busque novas alternativas".

 

Sobre a Venezuela, Calderón, do partido Aliança Republicana Nacionalista (Arena), disse que o país "está mudando" e a opinião do povo sobre o presidente Hugo Chávez "está piorando, está caindo, está colapsando".

 

"Um país que tem tanta riqueza, que está sentado em poços de petróleo, que é a energia do mundo, e não tem energia elétrica, é um pecado", afirmou.

 

O deputado hondurenho Mario Barahona, do Partido Nacional, ao qual pertence o presidente Lobo, também prevê um retrocesso do modelo promovido por Chávez. "Falta muito pouco tempo para sua queda", vaticinou.

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