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Diretora da OMS afirma que Fidel está 'maravilhoso' e 'forte'

Margaret Chan se reuniu com o líder cubano para tratar de temas como a gripe A e as mudanças climáticas

Reuters,

28 de outubro de 2009 | 17h51

A diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou nesta quarta-feira, 28, que encontrou o líder cubano Fidel Castro e o viu "muito forte e dinâmico" e que sua aparência está "maravilhosa".  Na reunião, foram debatidos temas como a pandemia de gripe A, o atendimento à incapacitados e a mudança climática.

 

Chan explicou em entrevista coletiva em Havana que teve na terça-feira, 27, uma conversa "de mais de duas horas" com o ex-presidente, que não aparece em público por motivos de saúde desde 2006.

 

Embora tenha apelado à "importância da confidencialidade", como médica de profissão que é, Chan disse que viu o ex-governante "muito forte" e comentou que, embora ela seja mais jovem, se sente mais cansada do que ele, que tem 83 anos.

 

"Se eu me sinto cansada, ele não. Foi uma lição de humildade, ele me acompanhou até o portão da casa e era uma distância bastante longa", relatou a funcionária, que termina hoje uma visita de quatro dias à ilha.

 

Detalhou que falaram da pandemia da gripe A, dos desafios atuais e futuros da mudança climática, do envelhecimento da população cubana e da necessidade de prestar atenção às pessoas incapacitadas, entre outros temas.

 

Chan disse que teve o "privilégio" de reunir-se com muitos presidentes e primeiros-ministros por razões de trabalho, mas que é "impressionante" a compreensão que tem Castro da saúde pública e "tremendo" seu compromisso com a saúde dos cubanos.

 

"Alguns dos senhores, especialmente os doutores, se não conhecem bem o tema (a saúde), melhor não falarem com ele, porque ele conhece mais o tema que qualquer outro", assegurou a máxima autoridade sanitária mundial.

 

Fidel Castro não aparece em público desde julho de 2006 por uma doença que - após meio século no poder - lhe levou a ceder a Presidência a seu irmão Raúl, de 79 anos, mas ainda mantém o cargo de primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba.

 

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