Dirigente estudantil acusa Chávez de incitar a violência na TV

Segundo estudante citado pelo diário 'El Universal', presidente está ferindo Constituição venezuelana

estadao.com.br,

01 de fevereiro de 2010 | 12h28

Após as declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, classificando de violentos e desestabilizadores os protestos estudantis, Nizak Al Fakih, conselheiro da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB), disse que são os discursos do mandatário que em cadeia nacional que "provocam a violência" dos setores do governo, segundo informa nesta segunda-feira, 1º, o diário venezuelano El Universal.

 

"O presidente, em cadeia nacional, anunciou que os estudantes são fascistas e respondem a interesses alheios e que o povo deveria defender no campo de batalha a revolução como se tratasse de uma guerra. No dia seguinte, os partidários do governo bateram nas portas da UCAB e ameaçaram tomar a universidade, danificar a passarela e atirar panfletos com mensagens de violência", disse Al Fakih em entrevista ao diário.

 

O dirigente estudantil explicou que esse discurso "tem uma penetração na realidade social e uma consequência que é a violência nas ruas e isso é o que estamos tratando de evitar fazendo chamados constantes de paz".

 

"Já basta que o país considere quem exerce seu direito aos protestos como uma pessoa que esteja atuando fora das margens admitidas pelo governo. Aqui há uma política de reconhecimento, de reconhecer que há um setor no país dissidente de algumas medidas e esse setor também quer ser reconhecido para fomentar espaços de diálogos e se expressar", acrescentou o estudante.

 

Al Fakih indicou ainda que o Movimento Estudantil realizará uma entrevista coletiva de imprensa na qual anunciará suas próximas ações. "Toda essa semana estaremos em assembleias universitárias e está programada uma reunião nacional com toda a diretoria estudantil cuja data ainda vamos anunciar", finalizou.

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