Disputa com Colômbia eleva popularidade de presidente do Equador

A disputa fronteiriça com a Colômbiaajudou a recuperar a popularidade do presidente equatoriano,Rafael Correa, em março, após a queda para baixas recordes nomês anterior, apontou pesquisa divulgada na quarta-feira. O levantamento do Cedatos-Gallup mostrou a taxa deaprovação de Correa subindo para 62 por cento, contra 54 porcento no mês anterior, que era o menor patamar desde a posse deCorrea há mais de um ano. A forte resposta do líder equatoriano à operação militarcolombiana em território do Equador em 1o de março, que matoumais de 20 pessoas incluindo um importante líder guerrilheiro,rendeu amplo apoio popular a Correa. O ataque colombiano gerou uma breve ameaça de guerra após oEquador e a Venezuela moveram tropas para sua fronteira com aColômbia, mas a crise foi amenizada durante encontro de líderesda região uma semana depois. Mas as tensões continuam altas, depois de o Equadorprocessar a Colômbia em um tribunal internacional nasegunda-feira por conta da pulverização de elementos químicosna fronteira entre os dois países, medida adotada pela Colômbiapara combater o narcotráfico mas que o Equador afirma serprejudicial à saúde de seus agricultores. "Historicamente, conflitos fronteiriços têm efeito positivonas taxas de aprovação", disse o chefe do Cedatos, PolibioCordova. "Uma tendência de baixa (na popularidade) foirevertida pelas altas tensões." Correa, um ex-ministro da Economia, tem conseguido manteraltas taxas de aprovação, o que é incomum no Equador, país emque os três últimos presidentes eleitos foram derrubados portensões populares ou entre os parlamentares. A pesquisa foi conduzida durante o final de semana eentrevistou 1.327 pessoas. A margem de erro é de 3,7 pontospercentuais para mais ou para menos. (Reportagem de Alonso Soto)

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