Desmond Boylan/Reuters
Desmond Boylan/Reuters

Dissidente cubano em greve de fome há 4 meses está com trombose

Estado de saúde de Guillermo Fariñas continua se deteriorando

Efe

29 de junho de 2010 | 15h21

HAVANA - O estado de saúde do dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome e sede há mais de quatro meses, se complicou com o diagnóstico de uma "trombose na veia jugular", disseram nesta terça-feira, 29, fontes de sua família.

 

Alicia Hernández, mãe de Fariñas, afirmou que o estado de seu filho se mantém "grave", com um quadro que inclui problemas hepáticos, uma infecção causada por uma bactéria estafilococo e a confirmação médica de um coágulo na jugular.

 

A mãe do dissidente disse que a equipe médica já começou a fornecer um anticoagulante para tratar o trombo e recomendou que Fariñas permaneça em repouso absoluto para evitar que o coágulo se desloque.

 

O jornalista independente e psicólogo de 48 anos está consciente e recebe tratamento com antibióticos e soro para se hidratar, mas há poucos dias o cateter utilizado para sua nutrição parenteral foi retirado devido à suspeita de trombose.

 

Fariñas começou sua greve de fome no dia 24 de fevereiro, depois da morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, para exigir do Governo de Raúl Castro a libertação de 26 opositores presos que estão doentes. Desde o dia 11 de março, ele está internado em um hospital na cidade de Santa Clara, situada a 270 quilômetros a leste de Havana.

 

Até o momento o governo cubano libertou somente Ariel Sigler, um dissidente preso que estava muito doente, e transferiu outros 12 para penitenciárias localizadas em suas províncias de origem.

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