Dissidente cubano Fariñas recebe alta após greve de fome

O dissidente cubano Guillermo Fariñas, cuja greve de fome de mais de quatro meses pressionou o governo a começar a libertar cerca de cinquenta presos políticos, teve alta do hospital onde estava internado, na quinta-feira, e espera retomar suas atividades no jornalismo independente.

ESTEBAN ISRAEL E ROSA TANIA VALDÉS, REUTERS

29 de julho de 2010 | 21h24

Fariñas, um psicólogo de 48 anos que antes da greve de fome escrevia artigos na Internet criticando a sociedade cubana, suspendeu o seu jejum de 135 dias em 8 de julho, um dia depois que o presidente Raúl Castro prometeu à Igreja Católica que libertaria 52 presos políticos.

"Depois dessa semana, começaremos a redigir artigos para o Cubanacan Press, que é o blog onde nós trabalhamos", disse Fariñas, por telefone à Reuters, depois de voltar do hospital em Santa Clara, onde vive, a 270 kilometros de Havana.

Alicia Hernández, mãe de Farinas, disse à Reuters que seu filho continuaria sendo tratado de um coágulo na jugular.

Médicos intensivistas mantiveram a vida de Fariñas desde meados de março, ministrando-lhe líquidos e alimentação intravenosa.

Fariñas disse que se sente abatido fisicamente e não consegue andar bem.

Sua greve de fome aumentou a pressão internacional sobre o governo cubano, duramente criticado pela morte, em fevereiro, do preso político Orlando Zapata, que estava em greve de fome.

Um grupo de 20 dos 52 dissidentes presos que Raúl Castro se comprometeu a libertar já viajou para a Espanha. Funcionários cubanos sugeriram que estariam dispostos a libertar os demais presos políticos, cerca de uma centena.

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