Dissidente Guillermo Fariñas é detido em Cuba por razões desconhecidas

Farinãs e um grupo de jornalistas estavam em Santa Clara, local que ocorria o despejo de uma família e onde foi preso

Efe,

27 de janeiro de 2011 | 03h38

HAVANA - O dissidente cubano Guillermo Fariñas, agraciado no ano passado pelo Parlamento Europeu com o prêmio Sajarov, foi conduzido nesta quarta-feira, 26, a uma delegacia da cidade de Santa Clara, onde permanece detido, conforme confirmou sua mãe, Alicia Hernández.

 

Fariñas foi junto a um grupo de jornalistas ao local onde ocorria o despejo de uma família, segundo explicou sua mãe, que disse que pôde contatá-lo pelo telefone celular.

 

"Estou aqui detido na terceira unidade de polícia e não posso ir ao seu encontro", disse o dissidente, segundo relatou sua mãe.

 

O psicólogo e jornalista independente e cerca de 15 pessoas que o acompanhavam foram conduzidos a várias delegacias nas quais permanecem detidos desde às 16h (19h pelo horário de Brasília), disse Reinaldo Escobar, marido da blogueira Yoani Sánchez.

 

Yoani informou ainda nesta quarta-feira, através de sua conta no microblog Twitter, que Fariñas havia sido detido.

 

Escobar detalhou que a detenção de Fariñas ocorreu quando o dissidente assistia a "uma ação civil, e não política", embora tenha indicado que tudo o que sabe é que o jornalista "estava apoiando uma mulher grávida com dois filhos que seria desalojada em Santa Clara".

 

"Temos o desejo de que se trate de uma detenção temporária", manifestou Escobar.

A impressão é a mesma do porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), Elizardo Sánchez, que foi consultado.

 

Em 24 de fevereiro, depois da morte do opositor detido Orlando Zapata Tamayo após 85 dias de jejum, Guillermo "Coco" Fariñas iniciou uma greve de fome para exigir a libertação dos prisioneiros políticos mais doentes.

 

A greve durou até 8 de julho, depois de o governo cubano ter anunciado seu compromisso em libertar 52 dissidentes do Grupo dos 75.

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