Dissidentes cubanos devem chegar à Espanha entre quarta e sexta

Libertação de outros oito opositores foi adiada por 'questões logísticas', disseram familiares

Efe

20 de julho de 2010 | 08h20

MADRI - Os oito dissidentes cubanos libertados por Havana que eram esperados nesta terça-feira, 20, em Madri, devem chegar à Espanha em três grupos entre quarta e sexta, junto a seus familiares, informaram fontes do Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha. O atraso na transferência dos dissidentes se deve a questões logísticas e de disponibilidade de voos, disseram as fontes.

 

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Os oito opositores em questão são Manuel Ubals González, Ricardo Enrique Silva Gual, Alfredo Manuel Polido López, Blasgiraldo Reyes Rodríguez, Jorge Luis González Tanquero, José Ubaldo Izquierdo Hernández, Arturo Pérez de Alejo Rodríguez e Antonio Ramón Díaz Sánchez, que viajariam acompanhados de 38 familiares.

 

A esposa de Izquierdo Hernández, Yumilka Morejón, disse que após sua libertação e passagem pela Espanha, o dissidente deve aceitar a condição de refugiado político oferecida pelo governo do Chile para acolhê-lo.

 

O ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, informou sábado passado que este grupo estaria integrado por um nono preso, Jesús Mustafá, de acordo com as identidades facilitadas pelo Arcebispado de Havana dos dissidentes dispostos a vir à Espanha.

 

No entanto, segundo indicaram as fontes nesta terça-feira, "há dúvidas sobre a vontade" do dissidente em abandonar a ilha, e por isso ainda não está confirmada sua chegada a Madri.

 

O governo de Cuba anunciou no início do mês que libertaria 52 presos políticos em um prazo máximo de quatro meses como resultado do processo de diálogo aberto com a Igreja Católica cubana e apoiado pela Espanha. Os dissidentes presos são os remanescentes dos 75 presos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003. Eles cumpriam até 28 anos de prisão.

 

Já foram enviados à Espanha 11 dissidentes cubanos. O governo confirmou que a primeira libertação inclui um grupo de 20 presos que, consultados pela Igreja Católica, aceitaram viajar à Espanha após sua libertação. Os outros serão libertados em até quatro meses.

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