Dissidentes cubanos pedem status de refugiados políticos à Espanha

Grupo pede concessão de asilo como manifesto contra perseguição política vivida em Cuba

Efe,

10 de agosto de 2010 | 16h16

MADRI- Um grupo de dissidentes cubanos libertados e enviados à Espanha apresentou nesta terça-feira, 10, um texto à Defensoria Pública espanhola no qual pede que o governo conceda a eles o status de refugiados políticos e permita que eles fiquem em Madri, ao invés de serem divididos entre outras cidades.

 

O pedido foi assinado por seis dissidentes e 20 familiares que chegaram à Espanha desde o dia 13 de julho, como resultado do diálogo entre o regime de Raúl Castro e a Igreja cubana, informou à agência Efe o advogado do grupo, Fernando Vizcaíno.

 

Eles pedem a concessão de asilo por parte do governo espanhol como forma de manifesto contra a perseguição política vivida em Cuba. O grupo quer rapidez para poder regularizar sua situação na Espanha.

 

O Escritório de Asilo e Refúgio, formado por funcionários dos Ministérios de Interior, Exteriores e Justiça da Espanha, tem seis meses para conceder ou negar o pedido de asilo.

 

Os dissidentes também reivindicam o direito de permanecer em Madri, em vez de serem transferidos a outras cidades.

 

Eles alegam que a Constituição espanhola reconhece seu direito de poder escolher livremente seu lugar de residência.

 

A metade dos 20 dissidentes cubanos que chegaram à Espanha no último mês foi dividida em várias províncias, em apartamentos da Cruz Vermelha, do Comitê Espanhol de Ajuda ao Refugiado (CEAR) e da Associação Comissão Católica Espanhola de Migrações (ACCEM).

 

Estes foram os primeiros de um grupo de 52 presos políticos cubanos que será libertado pelo governo. Todos eles são remanescentes da Primavera Negra de 2003.

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