Dissidentes cubanos protestam no Dia dos Direitos Humanos

Centenas de seguidores do governo cubano sufocaram duas pequenas manifestações da oposição nesta quinta-feira em Havana, com slogans e gritos contra os dissidentes que tentavam celebrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

REUTERS

10 de dezembro de 2009 | 19h45

Cerca de 30 mulheres, parentes de presos políticos, caminharam em silêncio pelas dilapidadas ruas de Havana levando flores e bandeiras nacionais, antes de serem cercadas e intimidadas por cerca de 250 pessoas aos gritos de "traidoras" e "a rua pertence a Fidel (Castro, ex-presidente do país, ainda muito influente)."

"Como pode ser possível que não nos deixem andar nas ruas neste dia?", disse Melba Santana Ariz, cujo marido é preso político desde 2003. "Não há direitos humanos aqui".

Ao mesmo tempo, centenas de seguidores do governo impediam cerca de dez dissidentes de fazerem uma passeata num parque do arborizado bairro do Vedado.

Cuba considera os opositores do regime comunistas como mercenários a soldo dos EUA, e as raras manifestações costumam ser dissolvidas por membros do Partido Comunista ou pelos Comitês de Defesa da Revolução (organizações de bairro).

O regime argumenta que o acesso universal à saúde e educação são sinais da existência de direitos humanos na ilha, mas a Comissão Cubana de Direitos Humanos diz que há cerca de 200 presos políticos na ilha.

(Por Helen Popper e Esteban Israel)

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