Distúrbios no 11/9 do Chile deixam 13 feridos e 251 detidos

Chilenos marcam os 37 anos do golpe de Estado que levou Augusto Pinochet ao poder

EFE, EFE

12 de setembro de 2010 | 12h56

 

Manifestantes queimam pano pintado como a bandeira dos EUA em Santiago. Luis Hidalgo/Reuters

 

Treze pessoas ficaram feridas, nove delas soldados, e 251 foram detidas nos distúrbios ocorridos na noite de sábado e na madrugada de domingo no Chile, nos 37 anos do golpe militar de 1973, informaram fontes policiais.

 

Do total dos detidos, 221 foram presos em Santiago e 30 em outras cidades do Chile. Além disso, 59 são menores de idade, disse a fonte.

 

Em diversos setores periféricos de Santiago os manifestantes, que levantaram barricadas em chamas e saquearam algumas lojas, também provocaram cortes de energia que deixaram sem luz cerca de cem mil moradores da capital chilena.

 

Apesar do balanço, a polícia diz que este foi o 11 de setembro "mais tranquilo dos últimos dez anos".

A maioria dos detidos nos incidentes foi presa por desordens de rua, que foram mais intensas nas comunas de Huechuraba, Cerro Navia e Pudahuel.

 

Os policiais feridos permanecem hospitalizados, mas estão fora de perigo.

 

Quatro civis foram atingidos por balas perdidas, um deles foi ferido no pé, mas, segundo fontes médicas, não correm risco de vida.

 

Na tarde de sábado, outras 20 pessoas foram detidas quando grupos encapuzados atacaram veículos da imprensa nos arredores do Cemitério de Santiago, quando cobriam um passeata comemorativa dos familiares das vítimas da ditadura.

 

A passeata, na qual participaram cerca de dez mil pessoas, tinha transcorrido de forma pacífica até esse momento.

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