Divulgadas fotos inéditas de chefe das Farc morto no Equador

Em uma das imagens aparece o corpo de Raúl Reyes quando era levado para um helicóptero

Efe,

27 de fevereiro de 2009 | 03h21

A poucos dias do primeiro aniversário da operação em que o Exército colombiano matou no Equador o então número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, foram divulgadas nesta quinta-feira fotos inéditas do corpo do guerrilheiro. Em uma das imagens mais surpreendentes aparece o corpo de Luis Edgar Devia, verdadeiro nome do líder do grupo, quando ele era levado para um helicóptero. Foto: Efe Nas fotos, propriedade dos arquivos das Forças Armadas da Colômbia, aparecem também os óculos de Raúl Reyes e seu polêmico computador, além de trilhas, refeitórios e armamento do acampamento onde o então porta-voz internacional das Farc estava. Foto: Efe Em seu lugar de descanso também foram registrados uniformes, armamento, cama, além das memórias e documentos do guerrilheiro que até o momento eram desconhecidas.  Foto: Efe O comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla, assegurou que o golpe dado ao então número dois da organização guerrilheira colombiana permitiu "descobrir o que alguns especialistas chamaram de o arquivo das Farc". "Dessa maneira nos demos conta de todas as ramificações que as Farc tinham em nível nacional e internacional, pudemos colocar isso nas mãos da Justiça colombiana e levar a Interpol e outros organismos de investigação criminal", afirmou. Foto: Efe O corpo de Reyes foi levado cuidadosamente pelos militares e policiais colombianos para respeitar as normas, de acordo com Padilla, para depois tirá-lo do acampamento equatoriano usando luvas. Padilla explicou que o objetivo foi proteger todas as evidências e as fotografias foram tiradas para deixar claro que o corpo do chefe rebelde foi tratado com cuidado. No acampamento atacado foram achados cerca de 20 mil arquivos e duas mil fotografias apreendidas pelos militares colombianos que mataram Raúl Reyes em 1º de março de 2008 em território equatoriano. Após analisar esse material, depois enviado à sede da Interpol na França, ficou claro que as Farc contam com apoio de governos vizinhos e de uma rede que se estende por pelo menos 28 países. A própria Interpol determinou que o material não tinha sido alterado.

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