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DNA aponta que governo colombiano está com Emmanuel

Chanceler venezuelano protesta contra proibição de exame da amostra por especialistas enviados por Chávez

Agências internacionais,

04 de janeiro de 2008 | 13h26

É grande a possibilidade de que uma criança que está sob proteção do governo colombiano seja Emmanuel, o filho de uma política que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) prometiam entregar à Venezuela no final de 2007, revelou um teste de DNA divulgado pela procuradoria-geral da Colômbia nesta sexta-feira, 4. O governo da Venezuela, no entanto, questionou a credibilidade do exame. Veja TambémCronologia: do seqüestro à perspectiva de liberdadeEntenda o que são as Farc O resultado da análise aponta para a comprovação da versão do presidente colombiano, Alvaro Uribe, de que as Farc cancelaram a entrega dos reféns porque não tinham a criança em seu poder. A guerrilha, no entanto, argumentaram que a libertação não aconteceu devido a manobras do Exército colombiano na região próxima ao local em quer seriam entregues os reféns. Emmanuel tem aproximadamente 3 anos seria o filho que Clara Rojas - a assessora de campanha de Ingrid Betancourt seqüestrada junto com a ex-candidata à Presidência em 2002 - teria tido em cativeiro com um de seus captores. Além de Clara e Emmanuel, também seria libertada a ex-deputada Consuelo González de Perdomo, refém desde 2001.  O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, contestou o resultado e afirmou que o governo de Bogotá negou a especialistas venezuelanos a possibilidade de fazer um exame de DNA na criança que as autoridades colombianas acreditam ser Emmanuel. Trata-se de uma decisão "muito grave e triste" do Executivo da Colômbia, "que deixa claro que há algo estranho em toda esta situação", afirmou Maduro à emissora estatal venezuelana VTV."O exame científico aponta para que a criança que está sob proteção do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar é o filho de Clara Rojas. Resta uma pequena margem de erro, mas será realizado um segundo teste na Espanha para se ter plena certeza", disse em coletiva de imprensa o procurador-geral da Colômbia, Mario Iguarán.  Após a entrevista, alto comissário para a Paz colombiano, Luis Carlos Restrepo, pediu às Farc que libertem imediatamente Clara e Consuelo. O caso Emmanuel se complicou ainda mais nos últimos dias. José Gomez, que ao entregar o menino ao orfanato se identificou como pai do menino, afirmou à Promotoria que a criança havia sido entregue a seus cuidados pela guerrilha. Gómez disse ter recebido ameaças de morte se não devolvesse o menino às Farc antes do dia 30 de dezembro.  Gómez afirmou que o menor foi entregue por guerrilheiros das Farc em 2005, que chegaram em lanchas e pediram para que ele tomasse conta do menino. Identificado como Juan David Gómez Tapiero, a criança foi levada para um hospital doente e apresentando alto grau de desnutrição. O menino tem um defeito no braço - característica conhecida do filho de Clara graças a relatos de um ex-refém que esteve com ele no cativeiro. Resgate frustrado No domingo, ao anunciar que não poderiam entregar os reféns ao presidente Chávez, as Farc acusaram o governo colombiano de aumentar as operações militares do Exército para impedir a movimentação do grupo guerrilheiro na selva colombiana. Chávez também responsabilizou Uribe, acusando-o de haver "dinamitado" o resgate, e anunciou que poderia usar "métodos clandestinos" para recuperar os três reféns. O principal comandante das Farc, Manuel Marulanda, anunciou em um comunicado uma "ofensiva geral" contra o governo. Marulanda, no comando das Farc desde 1964, disse que as condições "inalteráveis" determinadas pelo presidente Uribe para negociar um acordo humanitário com a guerrilha são "pretextos na cabeça de alguns generais para impedir o intercâmbio e manter a guerra contra o descontentamento do povo".   As "condições inalteráveis" a que o líder guerrilheiro se refere são a recusa de Uribe em criar uma zona desmilitarizada para a troca de reféns por prisioneiros, que é a principal condição imposta pelas Farc para levar adiante um acordo. Os três reféns que seriam libertados pela guerrilha são parte de um grupo de 45 seqüestrados que seriam trocados por 500 guerrilheiros presos.  Texto atualizado às 17h40

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