Oswaldo Rivas/Reuters
Oswaldo Rivas/Reuters

Documentarista brasileira é presa antes de protesto na Nicarágua

Dezenove pessoas foram detidas quando viajavam para Granada, onde foi realizada uma marcha antigovernamental

EFE

26 Agosto 2018 | 02h13

MANÁGUA - Pelo menos 16 universitários e três documentaristas, entre eles uma brasileira, foram detidos de "forma arbitrária" neste sábado, 25, pela polícia da Nicarágua quando dirigiam-se à cidade colonial de Granada para participar de uma passeata contra o governo.

As 19 pessoas foram detidas na estrada de San Marcos, no departamento de Carazo, quando viajavam para Granada, onde foi realizada uma marcha antigovernamental, informou a Coordenadoria Universitária pela Democracia e a Justiça (CUDJ), que faz parte da opositora Aliança Cívica pela Justiça e a Democracia, a contraparte do governo no diálogo para solucionar a crise nacional.

A fonte indicou que entre os detidos se encontra a documentarista de origem brasileira Emilia Mello e seus colegas nicaraguenses Arielka Juárez e Ronny Cajina.

A Polícia Nacional da Nicarágua ainda não se manifestou em relação a essa denúncia.

A CUDJ publicou na sua página do Facebook o momento em que foram retidos e tiveram seus pertences revistados por agentes policiais enquanto solicitam ajuda.

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"Condenamos a detenção ilegal e exigimos sua libertação imediata", afirmou esse grupo.

Desde o último mês de abril, milhares de nicaraguenses saem às ruas para protestar contra o presidente Daniel Ortega, no marco de uma crise que deixou entre 322 e 448 mortos, segundo organismos humanitários internacionais e locais, enquanto o governo reconhece 198 falecidos e denuncia uma tentativa de golpe de Estado.

As manifestações contra Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, começaram devido a fracassadas reformas da seguridade social e se transformaram em um movimento que exige a renúncia do presidente, depois de 11 anos no poder, em meio a acusações de abuso e corrupção. /EFE

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