Doente, Fujimori pede perdão a presidente peruano

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori, preso por crimes de corrupção e violação aos direitos humanos, está muito doente e pedirá o perdão do presidente Ollanta Humala, disseram familiares e seu advogado na quinta-feira.

REUTERS

22 de dezembro de 2011 | 20h21

O chamado perdão humanitário, que só pode ser concedido após uma série de avaliações médicas e jurídicas, permitiria a Humala obter o apoio parlamentar do partido direitista ao qual Fujimori pertence, o que finalmente lhe garantiria a maioria no Congresso.

Mas a decisão pode irritar muitos peruanos esquerdistas, que passaram anos lutando para destituir e punir Fujimori, e que se lembram de Humala como o jovem oficial do Exército que se ergueu contra o presidente exigindo sua renúncia.

Fujimori foi presidente de 1990 a 2000, quando fugiu para o Japão em meio a diversos escândalos. Extraditado em 2007 do Chile para o Peru, foi condenado a 25 anos de prisão.

Aos 73 anos, o ex-presidente tem células cancerosas na boca e está deprimido, segundo a família e o advogado dele. Críticos dizem que há presos muito mais doentes que não recebem o perdão.

"Antes lutávamos pela sua inocência. Mas no seu atual estado de saúde estamos lutando acima de tudo por sua vida", disse Cesar Nakazaki, advogado de Fujimori, à Reuters.

A filha do ex-presidente, Keiko Fujimori, foi derrotada por Humala no segundo turno da eleição presidencial do ano, após uma campanha marcada por duras trocas de acusações. Neste mês, no entanto, ela cumprimentou o presidente centro-esquerdista por substituir seu primeiro-ministro Óscar Valdés, que havia sido instrutor dele no Exército.

(Reportagem de Marco Aquino e Terry Wade)

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