Dois ativistas de direitos humanos morrem em emboscada no México

Caravana de entidade foi atacada a tiros quando se dirigia a um povoado pobre do sul do país

28 de abril de 2010 | 22h17

Reuters

 

OAXACA, MÉXICO- Dois ativistas de direitos humanos foram assassinados a tiros em uma emboscadas no sul do México, quando tentavam levar víveres a um povoado assolado por grupos armados, disseram autoridades nesta quarta-feira, 28.

 

Beatriz Carino, diretora no México do grupo CACTUS, e o observador finlandês Jyri Antero Jaakkola morreram quando pistoleiros atacaram um comboio no qual viajavam cerca de 30 ativistas, disse a fiscal local Maria de la Luz Candelária.

 

A caravana se dirigia a San Juan Copala, no empobrecido estado de Oaxaca, onde a tensão entre povoados de indígenas triqui tem aumentado.

 

San Juan Copala está instalando um governo independente com base em seus costumes, mas grupos armados de povoados próximos se opõem ao plano e cortaram o fornecimento de luz e água a essa comunidade.

 

"A caravana entrou por onde não há caminhos bem construídos, entre morros, depois encontraram uma barricada de pedras que os obrigou a sair do caminho, e ali foram emboscados", disse David Castillo, representante da CACTUS na Cidade do México.

 

Dois jornalistas de uma revista local que cobriam a viagem estão desaparecidos, disse Ana Lília Perez, outra repórter da publicação.

 

Oaxaca, um dos estados mais pobres do país, tem um histórico de protestos violentos.

 

Em 2006, várias pessoas morreram em confrontos entre policiais e manifestantes esquerdistas que pediam a renúncia do governador.

 

Prefeito

 

José Santiago Agustino, prefeito indígena de Zapolitlán Tablas, cidade no estado de Guerrero, foi assassinado a tiros nesta quarta por um desconhecido, informou uma fonte oficial.

 

O prefeito, que em janeiro passado cumpriu um ano no cargo, saía de um mercado em Chilpancingo, capital do estado, quando uma pessoa disparou contra ele a queima roupa e depois fugiu.

 

Este é o segundo crime contra um político na semana no estado de Guerrero. No domingo passado, foi assassinado Rey Hernandez, dirigente do esquersista Partido do Trabalho em Guerrero.

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