Dois ministros peruanos renunciam por críticas na luta rebelde

Os dois ministros responsáveis pela luta contrainsurgência e tráfico de drogas no Peru renunciaram nesta quinta-feira, após forte pressão da oposição no Congresso para que deixassem os seus cargos, no primeiro revés político no Legislativo do presidente Ollanta Humala.

MARCO AQUINO, REUTERS

10 de maio de 2012 | 18h13

Os ministros da Defesa, Alberto Otárola, e do Interior, Daniel Lozada, enfrentariam entre quinta-feira e sábado a censura de seus cargos no Congresso, onde a oposição disse que já tinha votos suficientes para derrubar os dois.

Com a renúncia deles, o pedido de censura perde o efeito.

A saída dos ministros foi solicitada pela oposição depois da morte de até 10 policiais e militares nos últimos dias, após enfrentamentos contra remanescentes do grupo rebelde Sendero Luminoso, que colocou o governo em xeque com o sequestro, em abril, de 36 trabalhadores de empresas petroleiras.

Com essas baixas, Humala, que está em viagem pela Ásia, terá de analisar a permanência de seu primeiro-ministro, Oscar Valdés, que havia afirmado previamente que se os dois ministros renunciassem, ele colocaria o seu cargo à disposição do mandatário.

O Sendero Luminoso teve seu apogeu nas décadas de 1980 e 1990, período no qual o país sul-americano sofreu uma guerra interna com um saldo de 69.000 mortos e desaparecidos.

(Reportagem de Dante Alva, Patricia Vélez e Marco Aquino)

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