Dois morrem em protestos de estudantes venezuelanos

Universitários informaram que oito estudantes da Universidade do Zulia foram atendidos num hospital

EFE,

03 de novembro de 2007 | 02h14

Pelo menos duas pessoas morreram e oito ficaram feridas, duas delas em estado grave, durante os distúrbios na Universidade de Zulia, no extremo oeste da Venezuela, confirmaram autoridades do país. O reitor da Universidade, Leonardo Atencio, disse à agência EFE que uma jovem que morreu foi identificada como Flavia Isapia, estudante de Comunicação Social. Já o diretor nacional da Polícia científica, Marcos Chávez, informou a morte de Homero Romero, sem revelar se também era um estudante universitário, em declarações à emissora estatal "VTV". Representantes universitários informaram que oito estudantes da Universidade do Zulia foram atendidos num hospital de Maracaibo, capital da região. Glenys Estrada e Juan Valero estão em situação grave. O reitor afirmou que os dois estudantes feridos estavam sendo "operados" por volta das 20h40 de Brasília. Já as circunstâncias da morte de Isapia estão sendo investigadas, disse o reitor universitário, que não quis dar mais detalhes sobre o assunto por "prudência". O chefe da Polícia científica de Zulia, comissário Cándido Carreño, afirmou que "uma pessoa não identificada e que não tinha relação alguma com a Universidade de Zulia" abriu fogo contra o grupo de estudantes. Os manifestantes protestavam contra a suspensão de eleições internas previstas para a próxima semana. Carreño acrescentou à emissoras locais que a Polícia trabalha na identificação e localização do suposto pistoleiro. A imprensa do estado de Zulia informaram que supostamente desconhecidos atiraram de um carro em movimento contra os estudantes. As mesmas acrescentaram que um dos supostos pistoleiros teria morrido. Mas até agora não há confirmação oficial da Informação. Atencio lamentou os incidentes e convocou para este sábado um conselho universitário extraordinário. O reitor afirmou que as autoridades decidiram adiar pra o próximo ano as eleições estudantis, previstas para 8 de novembro, devido às "desordens" na semana passada, que atrasaram o cronograma do processo.

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