Duas regiões da Bolívia encerram campanhas para referendos

Províncias de Beni e Pando votarão referendos autônomos no domingo, considerados ilegais pelo governo Evo

Reuters,

30 de maio de 2008 | 14h39

As lideranças de duas províncias opositoras bolivianas desafiarão o presidente Evo Morales no domingo, ao realizar o referendo sobre seus estatutos autônomos. Os departamentos de Beni e Pando encerraram suas campanhas nesta sexta-feira, 29, em meio a incidentes protagonizados por camponeses pobres que se opõem a consulta, informou a imprensa local, segundo a agência France Presse.   Veja também: A 3 dias de referendos, Morales reforça laços com militares   Milhares participaram nesta sexta de concentrações nas ruas, nas cidades de Trinidad (em Beni) e Cobija (em Pando), em apoio ao estatuto que busca descentralizar as funções concentradas na sede do governo de La Paz, apesar do Executivo insistir que os referendos são ilegais.   "Neste domingo votaremos todos pelo sim, para a autonomia romper definitivamente as cadeias do maldito centralismo (governo), declarou o governador Ernesto Suárez, aliado ao partido opositor Podemos.   Em três comarcas pobres (duas em Pando e uma em Besi) foram registrados incidentes isolados, quando camponeses pró-governo impediram a movimentação do pessoal da Corte Eleitoral, que distribui as urnas e cédulas para o referendo. Quatro ficaram feridos.   O governador de Pando, Leopoldo Fernández, do Podemos, negou que a autonomia busca "desestabilizar" a administração Evo, e exigiu que chefe de Estado "também governe para nós", segundo o jornal La Razón.   O plebiscito será semelhante ao realizado na rica região de Santa Cruz no início de maio, quando a população aprovou com ampla maioria a autonomia do departamento. As votações refletem uma disputa interna entre o governo Evo e seus oponentes conservadores.   O governo rejeita a legitimidade dessas votações, que o presidente boliviano diz servir a interesses de empresários e latifundiários. Em 22 de junho, um quarto Departamento, Tarija, também votará sua autonomia.

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