Fredy Builes/Reuters
Fredy Builes/Reuters

Eleição de Santos na Colômbia 'radicalizará luta política', alertam Farc

Rebeldes dizem que escolha do 'herdeiro de Uribe para a presidência' foi ilegítima

estadão.com.br

24 de junho de 2010 | 14h09

BOGOTÁ - O grupo guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) disse em um comunicado publicado nesta quinta-feira, 24, na internet, que a eleição do ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos para a presidência da Colômbia levará a "um processo de radicalização da luta política" no país, segundo informações da agência AFP.

 

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"Com o triunfo ilegítimo do continuísmo, repudiado pela abstenção cidadã, o país entrou em um processo de radicalização da luta política na qual o povo será protagonista de primeira linha", afirmaram as Farc no texto, datado do dia 21 de junho, da seguinte à eleição de Santos.

 

"Toda a maquinaria do Estado foi colocada ao serviço da vitória do continuísmo desesperadamente um escudo que proteja o presidente Álvaro Uribe da iminente acusação do povo e da justiça, frente a uma gestão criminosa", acrescenta o texto.

 

Santos, do Partido Social da Unidade Nacional, também conhecido como Partido da U, de direita, é considerado como o herdeiro de Uribe, do qual foi ministro da Defesa entre 2006 e 2009. Ele assumirá a presidência no dia 7 de agosto.

 

No cargo, Santos aplicou os mais duros golpes contra as Farc dos últimos anos, como o bombardeio em um acampamento da guerrilha no Equador, no qual morreu o número dois da organização, Raúl Reyes. Outro episódio que credita a Santos os méritos da luta contra os rebeldes é a operação Jaque, quando foi resgatada a candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos e onze militares que eram reféns dos guerrilheiros. Ambas as ações ocorreram em 2008.

 

No comunicado desta quinta, as Farc não fizeram nenhuma menção à operação militar de 13 de junho que resultou no resgate de quatro militares que eram mantidos reféns pela guerrilha há quase 12 anos.

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