Eleições acontecem sem paramilitares na Colômbia

Uribe enfatizou que no pleito deste domingo os colombianos devem apoiar o Exército e a Polícia

EFE,

28 de outubro de 2007 | 04h17

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que o país assiste à jornada eleitoral deste domingo "sem paramilitares" e com guerrilhas "enfraquecidas", mas ainda com "capacidade de causar danos terroristas". Em um pronunciamento transmitido por rádio e televisão, Uribe criticou mais uma vez os candidatos que admitiram a possibilidade de comprar votos e os que "não foram capazes de se pronunciar contra o apoio que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), esse grupo terrorista, lhes deram através de sua página na internet". Insistiu em que os candidatos "têm a responsabilidade de preferir perder a contemplar a possibilidade de compra de votos". Especificou que os candidatos devem honrar a democracia "e, por isso, devem preferir perder, antes de tentar vencer as eleições com o apoio do terrorismo". Lembrou que para as eleições deste domingo, o país tem melhores condições que nos anos anteriores, mas acrescentou que os "terroristas mataram 20 candidatos", doze deles nas mãos das Farc. Nos outros oito casos, as autoridades não estabeleceram quais grupos ou pessoas cometeram esses assassinatos. "Isto (as mortes dos candidatos) nos dói. Mas, apesar dessa dor, o país respira um ambiente de mais confiança democrática", afirmou. O presidente colombiano disse ainda que para chegar às eleições foi necessário percorrer um longo caminho. "Por isso, temos que comparecer a estas eleições maciçamente e com os mais firmes propósitos", afirmou. Uribe enfatizou que no pleito deste domingo os colombianos devem apoiar o Exército e a Polícia, "que fizeram um esforço heróico". Sentenciou que as eleições são uma grande oportunidade para votar contra o terrorismo, porque as Farc, "em muitas ocasiões, enganaram" os colombianos. Lembrou que quando era um estudante universitário, os rebeldes distribuíram panfletos nos quais asseguravam que se os prefeitos e governadores fossem eleitos popularmente, eles abandonariam as armas. "A Colômbia adotou a eleição de prefeitos e governadores, e as Farc, em vez de abandonar as armas, se transformaram em sicários de prefeitos e governadores, em assassinos da democracia local, da democracia regional", afirmou. Uribe encerrou seu pronunciamento pedindo à Colômbia que "deposite nas urnas um volume de votos sem antecedentes, para que o terrorismo saiba, mais uma vez, que não tem futuro" no país. Neste domingo, cerca de 27 milhões de colombianos estão convocados às urnas para escolher entre mais de 86 mil candidatos seus representantes em 1.098 municípios, além de 32 governadores e 418 deputados departamentais.

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