Eleições argentinas começam com atraso e estresse de Cristina

Primeira-dama tropeça em fotógrafo e se irrita com cinegrafistas durante votação no início da manhã

Marina Guimarães, da Agência Estado,

28 de outubro de 2007 | 12h06

Com atraso na abertura das urnas em Buenos Aires e em várias províncias do interior do país, a Argentina foi às urnas neste domingo, 28, para escolher um novo presidente para suceder Néstor Kirchner. Em uma rara passagem de poder democrática entre cônjuges, Cristina Fernández de Kirchner é a favorita para suceder seu marido.   Veja Também Especial: as eleições argentinas  Argentinos votam para consagrar Kirchners Candidato argentino diz fazer 'contato' com ETs 'Kirchner é o anticristo', diz Menem Governo beneficia entidades e ganha apoio Cristina: 'Não sou Hillary nem Evita' Kirchner seduz interior empobrecido   Muitas das 73.711 mesas habilitadas para as eleições gerais registraram atrasos em sua abertura, prevista para as 8 horas da manhã (9 horas de Brasília). Mas a Justiça Eleitoral garantiu que a situação já estava se normalizando em todo o país.   Cristina Kirchner votou na Escola Nossa Senhora de Fátima, em Río Gallegos, na Província natal do presidente Néstor Kirchner. A candidata chegou distribuindo sorrisos, com uma estranha simpatia com os fotógrafos e cinegrafistas que se empurravam para conseguir uma imagem da candidata. Porém, depois de alguns minutos, a expressão sorridente de Cristina foi substituída por sua habitual careta irritada.   Na hora de depositar o voto, a candidata tropeçou em um dos fotógrafos e teve um leve desequilíbrio. Com um gesto autoritário e visivelmente irritada, pelas imagens vistas pela TV, Cristina deu uma bronca em quem ousou atrapalhar o seu caminho até a urna.   Entre os 14 candidatos à Presidência, já votaram Roberto Lavagna (UNA- Uma Nação Avançada), Ricardo López Murphy (Recrear) e Alberto Rodriguez Saá (Frente Justiça, União e Liberdade).   Funcionários da Justiça foram convocados para substituir os cidadãos que não compareceram para trabalhar nas mesas de votação. Até a última quinta-feira, 92% dos convocados não responderam à convocação da Justiça Eleitoral.   Além do presidente e vice-presidente, os argentinos escolherão 130 deputados nacionais para renovar a metade da Câmara e 24 senadores nacionais para substituir um terço dos integrantes do Senado.   Nas províncias também serão eleitos oito governadores, 209 deputados e 63 senadores. As províncias que elegem seus governadores são: Buenos Aires, Santa Cruz, Mendoza, La Pampa, Jujuy, Salta, Formosa e Misiones. Também serão eleitos os prefeitos de várias cidades e municípios.

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