ELN critica política de paz de novo presidente colombiano

O segundo maior grupo de guerrilheiros da Colômbia, o Exército de Libertação Nacional (ELN), criticou a política de paz do presidente Juan Manuel Santos, que rejeitou a possibilidade de governos estrangeiros se aproximarem da guerrilha para um diálogo que leve ao fim do conflito interno.

LUIS JAIME ACOSTA, REUTERS

21 de agosto de 2010 | 14h46

O presidente, que condicionou o início das negociações de paz com os rebeldes à libertação dos reféns, ao fim das atividades criminosas do grupo e à deposição das armas, também fechou as portas para que pessoas de fora do seu governo negociem a paz.

O ELN anunciou no dia que Santos assumiu o poder que estava disposto a buscar meios de tornar a paz possível, e propôs a possibilidade de haver a ajuda da Venezuela e de outros países do continente nas negociações.

"O presidente Santos esqueceu que, as poucas vezes em que fizemos progressos ao discutir sobre o conflito e sobre a paz, foi através da colaboração de pessoas e organizações, tanto do país quanto da comunidade internacional", disse o ELN em um comunicado.

"Alguns fazem disso uma questão política, outros veem nisso uma questão humanitária, tornando sua contribuição valiosa e definitiva no avanço deste complexo caminho em busca da paz", disse o grupo rebelde.

O ELN é a segunda maior guerrilha colombiana e afirma ter cerca de 5.000 integrantes, mas as fontes de segurança estimam que sejam apenas 2.000.

O grupo guerrilheiro, que nos seus primórdios, era composto por padres católicos radicais, teve um papel preponderante no conflito interno da Colômbia na década de 1990, por seus ataques com explosivos contra a infra-estrutura petrolífera e energética do país.

No final dos anos 1990, o ELN recorreu aos sequestros em massa para pressionar o governo do então presidente Andrés Pastrana a iniciar um diálogo de paz.

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