ELN entrega nove seqüestrados à Cruz Vermelha na Colômbia

Grupo é formado por sete homens e duas mulheres; segundo informações, guerrilha não fez exigências

Efe,

21 de janeiro de 2008 | 01h20

O Exército de Libertação Nacional (ELN) entregou neste domingo, 20, à Cruz Vermelha em Nariño, na fronteira com o Equador, nove pessoas que teriam sido seqüestradas no começo do ano, informaram fontes oficiais. O governador da localidade colombiana de Nariño, Antonio Navarro, disse que a libertação dos seqüestrados (sete homens e duas mulheres) aconteceu no povoado de Samaniego, cerca de 800 quilômetros ao sudoeste de Bogotá e perto da fronteira com o Equador. "Toda a gestão da libertação foi realizada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha", informou Navarro. O governante disse que os sete homens (que trabalham como transportadores) foram seqüestrados pelo ELN no dia 2 de janeiro. Além disso, Navarro afirmou não saber as identidades das duas mulheres libertadas e quanto tempo passaram em poder do ELN. Acrescentou que os rebeldes não tinham feito qualquer exigência para libertar os reféns e que após tomar conhecimento do seqüestro a Cruz Vermelha Internacional começou seu trabalho. "É preciso agradecer à Cruz Vermelha, que foi quem fez todo o trabalho", disse Navarro, que assegurou que o ELN "tomou a decisão correta" ao libertar estas pessoas. O governante afirmou que todos os libertados aparentam "gozar de boa saúde". O ELN, fundado em 1964 e que conta com cerca de cinco mil integrantes, é a segunda maior guerrilha do país, atrás apenas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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