ELN sugere às Farc que grupos rebeldes 'somem idéias'

Mensagem do Exército de Libertação Nacional diz que morte de Marulanda 'não afeta capacidade' da guerrilha

Agência Estado e Associated Press,

06 de junho de 2008 | 16h24

Pouco depois da morte de Manuel Marulanda, fundador e líder máximo da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a chefia do Exército de Libertação Nacional (ELN) propôs um "urgente" intercâmbio e a "soma" de idéias sobre o movimento insurgente colombiano. O ELN é a segunda maior guerrilha de esquerda da Colômbia. Veja também:Farc divergem em libertação de reféns, diz ministro colombianoPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   A proposta está em uma mensagem do comando central da ELN, datada de 26 de maio, vinda das "montanhas da Colômbia". O texto foi postado no site Voces de Colombia, difusor de comunicados desse agrupamento rebelde, o segundo maior do país. "No ELN estamos seguros que a partida do comandante Marulanda ou de qualquer outro dirigente das Farc não afeta sua capacidade nem suas diretrizes estratégicas", afirmou a guerrilha na nota. Marulanda, apelidado de Tirofijo (tiro certeiro), morreu aos 78 anos no dia 26 de março. Segundo a guerrilha das Farc, a causa da morte foi um enfarte. Os rebeldes da ELN não indicaram se queriam unir fileiras ou realizar uma reunião entre os comandos para discutir estratégias.  Ainda que a ELN e as Farc tenham operado em regiões comuns e ambos tenham participado de negociações de paz com o governo colombiano, na década de 1990, ambos têm diferenças. Entre elas estão desde o tema do financiamento dos grupos até em que condições poderia ser retomado o diálogo com o governo.

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