Em ato público, Betancourt pede que Farc soltem todos reféns

Ex-candidata à Presidência da Colômbia participou de manifestação em Paris e fez apelo à guerrilha

REUTERS

20 de julho de 2008 | 13h12

Ingrid Betancourt fez um chamado aos rebeldes colombianos para que libertem todos os reféns, durante um pronunciamento em um ato público em Paris, neste domingo, como parte de uma série de manifestações pelo mundo para protestar contra os sequestros.  Veja também: O drama de IngridPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região   Cronologia do seqüestro de Ingrid BetancourtLeia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid BetancourtO seqüestro de Ingrid Betancourt  Milhares de pessoas se reuniram perto da Torre Eifel para ouvir Betancourt, política colombiana que também tem cidadania francesa e foi resgatada este mês de um cativeiro na selva, depois de ficar mais de seis anos refém das Forças Amadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Nós queremos liberdade para todos", disse Betancourt, aplaudida fortemente pela multidão, entre os quais muitos que gritavam a palavra liberdade em espanhol. O discurso de Betancourt, em espanhol, foi exibido na televisão colombiana, onde haverá uma manifestação gigantesca de protesto contra sequestros neste domingo, o dia nacional da Colômbia. Centenas de colombianos se reuniram na Plaza Mayor, em Madri, no fim de semana para pedir paz à Colômbia e festejar a libertação de Betancourt. Sorridente, Betancourt, tinha a seu lado no palco a mãe e vários artistas e cantores. Ela pediu o fim do conflito entre o governo colombiano e as Farc, leu uma lista de nomes de pessoas ainda mantidas reféns pelas Farc e pediu sua libertação. As Farc lideram há 44 anos uma insurgência socialista, que a partir dos anos 1980 passou a ser financiada principalmente pelo comércio de cocaína. Betancourt e outros 14 reféns foram soltos depois que agentes militares da Colômbia enganaram alguns combatentes das Farc, aos quais convenceram a lhes entregar o grupo. Os agentes fingiram ser trabalhadores de uma entidade não-governamental agindo como intermediários para a direção da guerrilha. Betancourt é muito popular na França. Este mês o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a condecorou com uma das maiores honrarias do país.

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