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Em ato raro, grupo pede liberação de presos cubanos

Funcionário do Parlamento e seguidores do governo criticaram mulheres de dissidentes encarcerados

Efe,

09 de dezembro de 2007 | 19h54

Um grupo de mulheres de presos políticos cubanos conhecido como as "Damas de Branco" realizou uma rara manifestação em frente ao Parlamento do país neste domingo, 9, para reivindicar a libertação dos dissidentes. O ato também busca chamar atenção para Dia Internacional dos Direitos Humanos, que será comemorado na próxima segunda-feira, 10. O coletivo - formado por cerca de 50 mulheres, todas vestidas de branco - participou de uma missa na igreja de Santa Rita, de onde seguiram a pé e em fila indiana até à sede do legislativo.  A manifestação foi observada por curiosos e vizinhos.  Com a chegada das mulheres ao destino, uma funcionária do Parlamento esbravejou: "O que vocês fazem aqui, o que querem? Vocês não têm nada para fazer aqui, quero saber quanto estão ganhando. O que fazem essas contra-revolucionárias aqui?" Enquanto as Damas de Branco pediam em coro por "liberdade, liberdade!", funcionários do Parlamento e simpatizantes do governo respondiam com vivas ao líder Fidel Castro, ao presidente interino, Raúl Castro, e à revolução. A situação se prolongou por alguns minutos e foi retomada posteriormente, quando as mulheres retornavam para casa.  Ao fim do protesto, as Damas de Branco seguiram para uma praça próxima à igreja, onde prestaram uma homenagem a Mahatma Gandhi em frente a um busto do pacifista.  Além das manifestantes, participaram do ato cerca de 20 mulheres estrangeiras provenientes da Espanhã, Suécia, Bósnia e Peru. "Estamos aqui porque amanhã é o Dia Internacional dos Direitos Humanos e viemos sobretudo para denunciar a falta de respeito com esses direitos aqui em Cuba", disse aos jornalistas a catalã Laura Costa.  Permanecem encarcerados em Cuba 59 dos 75 condenados a até 28 anos de prisão. Em meados de 2003, eles foram acusados a conspirar com os EUA a queda de Fidel .  

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