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Em carta, Chávez pede unidade a presidentes latino-americanos

Documento foi lido pelo vice-presidente venezuelano durante encontro dos líderes da Celac

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28 de janeiro de 2013 | 14h57

SANTIAGO - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, fez sentir nesta segunda-feira, 28, a sua presença em um encontro de um grupo de países latino-americanos com uma carta cheia de referências literárias, em que apelou pela unidade regional.

A carta foi lida pelo vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para os líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), organização que ele ajudou a criar, que estão reunidos em Santiago, no Chile, desde domingo.

"Desculpe, não posso participar deste evento em Santiago, no Chile, mas é do conhecimento de todos e todas vocês que desde dezembro do ano passado, eu estou lutando com a minha saúde novamente na Cuba revolucionária e irmã. Por isso, estas linhas são uma forma de me fazer estar presente", disse Chávez na carta.

O presidente está em Havana desde meados de dezembro, quando passou pela quarta cirurgia em 18 meses para tratar um câncer e, de acordo com relatórios oficiais, teve várias complicações pós-operatórias, entre as quais infecção e insuficiência respiratória.

A doença obrigou Chávez a adiar indefinidamente sua posse para um novo mandato que estende a sua gestão a duas décadas, até 2019. Desde que ele viajou a Cuba, não foi visto ou ouvido em público.

"Coloco toda a minha convicção em reiterar ‘ou fazemos a única pátria grande ou não teremos pátria'", disse Chávez na carta cheia de citações literárias que incluíam referências ao venezuelano libertador Simón Bolívar, ao escritor argentino Jorge Luis Borges e ao poeta chileno Pablo Neruda.

Chávez promoveu a criação da Celac como um contrapeso à Organização dos Estados Americanos (OEA), onde seu arquiinimigo Estados Unidos tem forte influência. "Desde aquele dezembro de 2011, quando fundamos em Caracas a Celac, os acontecimentos mundiais não fizeram mais do que ratificar a extraordinária importância desse acontecimento para o futuro", disse ele.

O Chile cederá a presidência temporária da comunidade para Cuba, que por décadas foi expulsa da OEA e a quem os Estados Unidos, que aplicam um embargo comercial à ilha desde fevereiro de 1962, se recusam a permitir o regresso.

"É um ato de justiça depois de mais de 50 anos de resistência ao criminoso bloqueio imperial. América Latina e o Caribe estão dizendo aos Estados Unidos com uma só voz que todas as tentativas de isolar Cuba falharam e vão falhar", disse o líder venezuelano.

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