Em crise, governo boliviano ressalta apoio de Lula e Bachelet

O governo da Bolívia destacou nestasegunda-feira o apoio que recebeu dos presidentes do Brasil edo Chile em meio à crise política no país. O governo tambémreiterou sua disposição de dialogar com os governadores deoposição que buscam autonomia de seus Departamentos. No dia seguinte a uma reunião trilateral em La Paz entre opresidente Evo Morales e seus colegas Luiz Inácio Lula da Silvae Michelle Bachelet, o porta-voz do governo boliviano, AlexContreras, disse que o encontro teve um grande significado. "A presença dos presidentes Lula e Bachelet é muitoimportante para o país", afirmou o porta-voz à rádio Fides,enquanto ainda acontecia a visita oficial de Lula à Bolívia. Os três países lançaram no domingo um projeto paraconstruir um corredor de mais de 4.000 quilômetros para ligaros oceanos Atlântico e Pacífico. "Nestes momentos de suposta crise buscada por algunssetores sociais, chegam os presidentes irmãos, amigos, paraapoiar a gestão do presidente Evo Morales, para fortalecer osistema democrático e para enviar uma mensagem de unidade. Paranós a unidade é importante", acrescentou. Lula e Bachelet não economizaram sinais de apoio e amizadeem relação a Morales, que promove uma "refundação"constitucional na Bolívia para dar mais poder à maioriaindígena e consolidar a nacionalização da economia. O primeiro presidente indígena boliviano, que é também umaliado próximo do governante venezuelano, Hugo Chávez, recebeuLula e Bachelet um dia após ter liderado uma grande celebraçãoindígena-militar de aprovação à nova Constituição. A reforma constitucional do país mais pobre da América doSul precisa ser aprovada em dois referendos antes de entrar emvigor. Os governadores dos quatro Departamentos rebeldes --SantaCruz, Tarija, Beni e Pando-- pediram nesta segunda-feira aMorales, mediante uma carta aberta publicada em jornais, por"um diálogo franco e aberto, com resultados e respeito à lei eao Estado de Direito", a fim de diminuir a tensão política. Contreras disse que o governo não reconhecia oficialmente asolicitação, mas que estava decidido a abrir diálogo, que foiproposto há duas semana por Morales.

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