Em discurso, Cristina Kirchner chora ao lembrar do marido e exalta ano da Argentina

Presidente diz que 2010 foi um ano excelente para o país, mas o pior em sua vida pessoal

Efe,

31 de dezembro de 2010 | 01h11

BUENOS AIRES - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, considerou nesta quinta-feira, 30, que 2010 foi "excepcional" para seu país, mas disse que em contrapartida foi o pior ano de sua vida, aludindo à morte de seu marido e antecessor na Presidência, Néstor Kirchner.

 

"Foi um ano de fortes contrastes", avaliou Cristina em mensagem transmitida em cadeia nacional.

"Por um lado, foi um ano excelente para a Argentina, que teve o maior período de crescimento de sua história, com recorde de reservas monetárias, consumo em massa, aumento de sua atividade econômica, queda no desemprego e um reposicionamento do país no mundo", enumerou. "Mas no pessoal, 2010 foi o pior ano da minha vida", afirmou.

 

Cristina pediu a todos os argentinos, inclusive aos que não gostam dela, que quando levantarem suas taças para receber 2011, pensem "no país e um 'segundinho' nele", referindo-se a Kirchner, "que tanto teve a ver com a Argentina de hoje".

"Dedicou sua vida à Argentina. Comprometo-me a redobrar meus esforços, a tirar horas do meu descanso, como ele fazia. Seu sacrifício e suas convicções são o que me guia", afirmou com a voz embargada.

 

Após insistir em lembrar Kirchner, morto em outubro, Cristina reiterou que seu compromisso com o povo é "inquebrável" e homenageou "os mais de 40 milhões de argentinos que participam do esforço coletivo para que o país cresça".

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